quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Sempre gostei de coisas diferentes e que dão à imaginação um espaço livre, principalmente na arte. Tanto em artes plásticas quanto em literatura, o Surrealismo representa muito bem esse jeito de se expressar.
O Surrealismo combina o real, o psicológico e o abstrato. Os artistas que o seguem, como Salvador Dalí, René Magritte, Marx Ernst (nas artes plásticas) , André Betron (na literatura) e Luís Buñuel (no cinema), acreditam que a arte se baseia em superar os limites da razão e lógica, e assim ultrapassa as barreiras da consciência, conseguindo chegar a uma representação dos sonhos humanos.
Ou seja, esta nova expressão não se prende à chamada ditadura da razão ou dos valores sociais, como: pátria, família, religião, honra. A contrariedade, o humor e o sonho são fatores que, se utilizados, libertam o homem de sua ideia de existência utilitária.
Outra coisa interessante é que o Surrealismo se baseia na arte automática. É um despejo dos pensamentos e sentimentos do artista no momento, sem restrições. Não pense que isso é fácil de fazer, heh.
Entre outras coisas, aconteceram o Manifesto Surrealista, o FIARI, etc. No Brasil, o Modernismo aderiu traços surrealistas como uma de suas influências.
Uma marca do movimento é a forte presença de exposição de uma verdade psicológica em objetos comuns do cotidiano, quase sem importância, transformando-os em imagens que migram da normalidade ao irreal.
De Salvador Dalí e Philippe Halsman. Uma das minhas imagens prediletas. Acredite, isso é uma foto, tirada na década de 40, século XX (quando o Surrealismo estava no seu ponto mais alto). Depois de várias tentativas, 28 no total, conseguiram um resultado surpreendente: sem nem menos imaginarem que um dia ia surgir o photoshop.


Obras de Vladimir Kush. O artista nasceu em 1965. Gosto muito das obras dele, possuem um tom romântico.
Outra do Dalí. Quem nunca teve que desenhar uma desta na escola? heh.Tava com saudade daqui!
beijo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sobre a reforma otrográfica e os plugues de tomadas
1 comentários Postado por Giovanna Melanie às 13:39
Vendo o telejornal esses dias, vi uma mudança que com certeza está afetando e afetará pessoas que estão relacionadas com a parte elétrica de moradias, prédios, etc, e aquelas que querem comprar um novo aparelho eletrônico.
A novidade está causando muita revolta e, "conotivamente" falando, muito bafafá. Pessoas reclamando na reportagem do jornal que a mudança trará más consequências, que o prejuízo será enorme e toda aquela história.
Logo depois que vi, me lembrei diretamente de um outro assunto: a reforma ortográfica. É, causou muita revolta também, mas foi uma mudança necessária e muito bem estudada para ser feita. Não sei se teve muita repercussão na população em geral, mas quem ainda estuda e precisa fazer textos e documentos está tendo que se acostumar com novos hábitos, e, claro, deixar os antigos. (Pena que a reforma não fez nenhuma mudança em relação à crase, mas ok).
Reclamam mas não conseguer ver que a mudança foi realmente necessária. Os plugues novos uniformizaram a produção de tomadas, sendo assim mais fácil para o consumidor sobre qual comprar, né. Além disto, o risco de choques elétricos vai diminuir muito. A pessoa não entrará mais em contado direto com os pinos metálicos, o que acho muito bom, porque eu mesma já tomei muitos choques no computador, heh. O plugue se acomodará dentro de um "buraco" de 8mm a 12 mm de profundidade, assim não ficando exposto e também evitando a sua retirada acidental.
Credo Giovanna, que coisa mais chata de se falar no blog.
Eu sei, mas depois que vi a reação das pessoas em relação a mudança, fiquei preocupada. Em ambos os casos que citei, as pessoas ficaram bravas e revoltadas, pensando somente no presente: agora terei de mudar meu estoque, agora terei de estudar de novo, agora terei de comprar algo novo...
Acredito que mudanças existem e são feitas quando são necessárias. Principalmente essas, que envolvem milhões de pessoas. É prefirível se mover agora, mudar tal realidade que não é positiva, que ficar "confortavelmente" lidando com aquilo que é difícil e ruim de lidar.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A vista é de um marrom claro misturada com uma luz amena de cor amarelada. As nuvens estão a se mexer de forma furiosa e violenta no céu acima, tampando os raios do sol, que tentam, sem conseguir resultado, penetrar na camada espessa de gotícolas de água.
O vento penteia os cabelos e faz cócegas no nariz na menina que observa tudo aquilo com um olhar de admiração.
A sépia do ambiente faz com que tudo se torne uma grande foto antiga, onde o aconchego e a beleza estão mais presentes que nunca. Os imensos algodões dourados tomam formas de aparência sólida e forma distinta... uma se parece comente com uma grande pdra redonda cheia de rachos... outra com uma baleia, tão grande e tão bela que ao mesmo tempo que a garota tira o cabelo dos olhos para enxergar melhor, a imagem já desaparecia, como se o vento trouxesse lembranças daquilo que já ocorreu. Uma música se encaixaria perfeitamente na situação: "let the seasons begin..."
Não faz diferença se logo irá chover ou não.. o bom é sentir as costas sendo beliscadas pela grama quase macia e meio seca, e também sentir um sorriso aparecer pelo simples fato de poder estar sentada lá, sozinha, com ela mesma.
O vento aumenta agora e é possível ouvir as folhas do arbusto se mexerem de maneira uniforme e estalarem entre si. O céu está fervoroso, a cor muda, uma sensação gélida é encontrada no ar. Mais admiração é refletida na menina dos olhos.
E lá vem a sensação. Agora não é mais como um universo antigo, é um novo, agitado, melancólico. Um tom londrino é pintado no céu e a impressão é de que se está longe de casa, muito longe.
Agora o ar em correntes quase corta com minúscuclas gotas as mãos e os braços, desprotegidos devido estar vestindo um vestido. Mesmo assim, ela se sente feliz, feliz, diferente...
e então gotas grossas, duras e fortes começam a cair gradativamente, uma vez em seu ombro, outra em sua nuca. Depois, o gradativamente some, e a uniformidade é a palavra certa, onde quase não se dá para enxergar nada. O céu da noite agora está marrom, e pelo visto o tilintar de água durará a noite inteira.
E então, vai dormir.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009

chega!
chega de orgulho desnecessário, chega de timidez. Chega de medo, chega de ter medo de gafes, chega de ter medo de ser feliz. Chega de ser difícil, chega de sofrer à toa, chega de ser inacessível, chega de ser normal. Chega de ter medo, chega de recusar a saia xadrez. Chega de calça jeans, e chega de blusinha branca. Chega do básico, chega de ignorar. Chega de não admitir, chega de esperar, e chega de não fazer. Chega do estresse, chega do barulho! Chega de baladas sem graça, chega de pegação. Chega de não ser livre, chega de não se permitir. Chega de preferir o preto ao vermelho. Chega de preconceito, chega de cotas. Chega de não ser livre. Chega de fingir que não sente, chega de não se importar, chega de não chorar. Chega de não crer, chega de ser totalmente racional.
Chega de não viver.
é.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
E quem me disser que não me esforço pelo estudo...
0 comentários Postado por Giovanna Melanie às 06:40É.. como dizem, chuva é bom pra ficar em casa. Nunca duvidei, porque, vá lá, minha vida não é tão agitada assim pra precisar sair sempre quando chove.
Afinal, andar de carro quando está chovendo ou fazendo Sol quase não tem diferença.
Já de bicicleta..
Hoje não fui à aula na escola, só iam ter duas. Todo mundo faltou, ainda mais com esse tempo preguiçoso.
Eu, lindinha, faltei na aula de inglês na semana passada. Acho que foi minha segunda falta no ano, mas mesmo assim, tenho que repor. E imagina qual é o único horário da professora pra aula ser feita? às 7h da manhã na sexta. Ok, aceitei sem reclamar (na semana passada), por não saber que ia chover, claro. Hoje acordei com o despertador igual nos outros dias, às 6h30. Me arrumei, e fui pra luta. Sério, acordar de manhã assim, com uma chuva sem parar, às 7h, ter só você mais professor na sala durante uma hora e trinta minutos, é sinonimo de sono. Muito sono!
Mas ok, a hora até que passou rápido, só li os textos de maneira lamentável (todos os dias acordo com a rinite atacada, ¬¬) com aquela vozinha vinda do nariz sem poder respirar.Aham, a gente vai levando, tudo pelo meu futuro..
Eu olhava pra janela, e a chuva não passava. Que inferno. Sempre amei a chuva, mas especialmente hoje era um obstaculo enorme. Olhava pro relógio. 8h15. Acho que em 15 minutos para um pouco..
Pra que. Parou um pouquinho, depois ficou mais forte ainda! e eu de bicicleta, com meus livros dentro de uma bolsa, que fala sério, parece mais uma sacola de feira (isso é que dá seguir a "moda"), que eu tinha que por no guidão. Ah, sem falar que minha bicileta é maravilhosa. Quando ando nela, faz um "nhé nhé" irritante. Aquela coisa não tem marcha, e quase também não tem freio.. Caramba..
Enfim, minha teacher percebendo o meu "desespero"e quis me ajudar e emprestando uma capa de chuva enorme e amarela. Era melhor do que se molhar toda.
No final vi que a capa nem adiantou, eu parecia um pintinho molhado amarelo em cima de uma bicicleta vermelha que fazia "nhé nhé" com uma pseudo bolsa de ombro no guidão e com o capuz da capa, que nem deixava eu ver os lados.
(adicione uma bolsinha chata no guidão)
Ahm, quem disser que eu não me esforço pelo estudo, eu dou um soco. Na boa.
E quem disser que a juventude de hoje tá muito pior que a de antigamente, dou outro.
Fala sério, hoje nos acabamos de tanto estudar. Fazemos inglês, espanhol, computação, se der tempo música, estudamos 3 horas além da escola pra passar no vestibular, temos que fazer o serviço de casa, cooperar com as compras do mercado e ficar pedindo esmolinhas pros pais (claro). Ir na missa todos os domingos, dormir às 22h pra acordar cedo no outro dia. Ser tachados de demoníacos se ouvirmos metal, e de normais por ouvir pagode...
E depois dizem que a NOSSA juventude está perdida? Por favor! Talvez meus pais fizeram muito mais loucuras antigamente do que meu grupo de amigos inteiro. E Tudo o que fazemos, dia e noite, noite e dia é cuidar do futuro. Tudo mesmo.
hoje to revoltada!
e minha rinite piorou.
Obrigada por me ouvir, ou ler, ok.
bjs.
(e ah, mãe, me dá uma dessa?)